A Firmeza encontrada na Obediência



Hoje temos palavras e conceitos que hora ou outra caem em desuso, são virados ao avesso e chegam a ser vistos como algo ruim, mesmo que tenham sido algo realmente bom algum dia.

Estamos acostumados com as novas tecnologias e o "império do novo" onde tudo que vem toma logo o lugar do que já é, com a carinha lavada e jovem. Por outro lado há conceitos que não se cansam, nem depois de muito velhos entre nós humanos, de se repetir e repetir, alegando serem senhores do destino da humanidade. Para ambos há uma única questão: são ou não são verdadeiramente bons? Vamos ao ponto, por que Obedecer é algo bom.

Vamos lá

Não entendeu a ligação? Então vamos lá. Obedecer vem de OBOEDIRE ( OB - antes ou de acordo, e AUDIRE - Ouvir, escutar, aceitar)

Outras palavras como Observar ( SERVARE - zelar, proteger ) ou Óbvio ( VIA - Caminho, rua, estrada) nos mostram que essas palavras que temos para atos que são feitos com antecedência ou baseados em algo anterior (OB) são atos mais inteligentes, importantes e úteis.

Obedecer com os anos agregou sentidos negativos, já que a humanidade passou por um período longo de escravidão após escravidão e que de certa forma ainda existe em forma de regimes totalitários e poderes monetários. Mas o sentido positivo de obedecer foi deixando de existir, já que foi corrompido para um autoritarismo que nos faz rebelar quando a pressão se tornar insuportável.

Os filhos que achavam ridículo os limites que seus pais colocavam na infância, cresceram e muitos educaram seus filhos sem limites dando a eles um completo desconhecimento do que seja obedecer. Para eles, os filhos dos filhos desobedientes, obedecer é se submeter a um superior que não tem autoridade. Eis o ponto.

Autoridade

Autoridade vem de Autor, e por consequência, nenhuma autoridade pode nascer do nada, pois tudo necessita de um autor ou precursor (algo ou alguém que "curse" antes um caminho). Quando a bíblia nos diz que Jesus é o Autor da Vida, coloca tudo neste planeta sobre sua Autoridade, ou seja, tudo tem a assinatura MADE IN JESUS bem no fundo da essência. Então negar a Autoridade de Jesus nada mais é do que desconhecê-la, pois ao conhecê-la, não há como negar a existência de tal Autoridade.

O que vem antes

Partindo disso, voltamos à ideia do latim OB (antes, de acordo com). Em grego eu obedeço é πειθαρχέω (peitharcheó) que trás peíthō (persuadir) e arxē (que vem antes), ou seja, a ideia de "persuadido por algo que vem antes".

Estar de acordo com a ideia original de Deus é obedecer o que foi dito por Cristo, ou seja "antes ouvir" o que foi dito, e persuadido, agir "de acordo que com foi dito". Obedecer tem dois tempos e neles há o ouvir como verbo principal.


PERSUASÃO (dizer) + ATENÇÃO (ouvir) = AÇÃO (obedecer)
[reconhecimento de uma voz de autoridade]

PERSUASÃO (dizer) + ATENÇÃO (ouvir) = INAÇÃO (desobedecer)
[reconhecimento de uma voz sem autoridade ou incapacidade de reconhecimento de autoridade]

Passando a diante

A fé vem pelo ouvir. Fé infrutífera é fé morta. Logo fé viva é fé que veio de uma audição atenta e que gerou uma aceitação e ação pelo reconhecimento de uma autoridade. Obedecer é ouvir a Autoridade e fazer; é ouvir o que veio antes e por ser inteligentemente o modo certo de agir, obedecer. Com isso geram-se conceitos na mente como subordinação, que é reconhecer o superior e aceitar como ordem o que ele diz para ser feito. Nos subordinando ao que é verdadeiro como hábito, consequentemente buscaremos nos submeter a algo verdadeiro ou alguém verdadeiro. A busca pela Verdade fica mais clara partindo daí.

Então pregar o Evangelho é passar adiante a autoridade de Cristo e não deturpa-la, colocando intermediários entre Cristo e a pessoa. Ser um líder é estar a frente da linha (to lead do inglês), não estar acima de quem anda. Nossa pregação tem que enaltecer a autoridade notável de Cristo e não resumi-lo a capacidade de nossa fé em alcançar a vitória em Cristo. Esse capacidade é dada por Deus e muitas vezes negligenciada por nós, logo não podemos colocar Cristo sob nossas limitações e sim escutar que Cristo nos pergunta "Você Crê?" todos os dias para que saiamos das nossas limitações, não das dEle, já que Ele é um ser ilimitado.

Precisamos então aprender a gerar mentes que ouçam a Deus e o reconheçam. Basta isso (falo de forma geral e sem detalhes) para termos pessoas obedientes a Deus. Sejamos obedientes nós primeiro, pois a obediência se reporta ao Criador e é comunicada por nós. Que sejamos vozes mais claras e respeitosas as palavras de autoridade de Deus, a Sua Palavra.

Pra que serve obedecer?

Volto a questão de que esse conceito pode nos parecer um tanto quanto repressor ou "tolidor", mas é por causa do fruto de ações de nossos antepassados e por sermos tendenciosos a desobediência deste bebês.

Imagine um parafuso. Ele solto e frouxo em um suporte não é de serventia. Nos parece ruim e inútil, ainda mais se estiver inutilizável. Um bom parafuso pode ser bem desenhado e admirável como criação humana mas na hora do "aperto" se não for firme e manter seguro o objeto a ser parafusado, não serve pra nada.

A obediência serve para nós como algo firme, que delegamos muitas vezes a governantes, leis, , religiões, pais, armas, ou seja lá o que te der segurança e firmeza em algo que precise se manter firme, esquecendo que a real obediência nos leva ao início da autoridade que é Jesus Cristo.

Obedecer nos leva a olhar para antes, para o que nos norteia e muitas vezes delegamos nossa segurança a coisas próximas, já que nossa mente está limitada em ver e saber. Quanto mais se conhece de Deus, mas se entende que a obediência deve ser primeiro a Deus e isso já basta pois todas as demais, serão resquícios de uma autoridade maior e anterior, a de Deus.

Resultados

O que acontece quando desobedecemos? Quebramos uma linha, que deixa a autoridade e o sentido da palavra obediência, totalmente pervertidos para a próxima geração que nos verá como "um bando de velhos babacas que não parecem levar a sério o que dizem".

Na Prática

Na prática, creio que nem você e nem muito menos eu estamos obedecendo a Deus como devíamos. Os planos de Deus vão muito além da condição atual e tem um limite nosso, o físico, então teremos que ser transformados fisicamente para seguir em frente no plano. Porém essa transformação começa em nossos espíritos que uma vez com Cristo, recebe a companhia perfeita do Espírito Santo e precisa se adaptar às novas regras deste Reino que agora dita as normas dentro de si. Começa a guerra corpo vs espírito.

Hora seremos rebeldes por não ver a autoridade de Cristo, não por não haver tal autoridade mas por não conseguirmos ver, a incapacidade de ver quando somos teimosos; hora seremos bastante obedientes pois entendemos como funciona essa nova vida e nos preparamos, como num jogo, para uma nova fase mais complexa e emocionante.

Essa sequência de obediência e desobediência tem que cada vez mudar racialmente, ou seja na raiz. Assim teremos chegado no teto da obediência, somente esperando que nossos corpos sejam transformados para finalmente estarmos perto de nosso Criador. :) (vale um bom smile vai).

Obedecer é ser mais firme. Leia e veja se não é isso que escrevi. Ouça o que Deus falou por Pedro e se firme mano!
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13 Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado.
14 Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.
15 Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
16 pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".
17 Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês.
18 Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados,
19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito,
20 conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês.
21 Por meio dele vocês crêem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus.
22 Agora que vocês purificaram as suas vidas pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração.
23 Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.
24 Pois, "toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor,
25 mas a palavra do Senhor permanece para sempre". Essa é a palavra que lhes foi anunciada.
(1 Pedro 1:13-25)
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Cuspidores de fogo

Gostaria de fazer uma nota sobre um assunto: crente amaldiçoando.
Vou escrever fora do debate se uma montanha se move mesmo ou é figurativo, fora do debate se Eliseu amaldiçoo os jovens ou não ( se você fosse atacado por uma gangue de mais de 50 pessoas de jovens baderneiros nas ruas atuais, sendo você um pregador principal em uma favela com traficantes acho que Deus te livrando com duas ou três onças não lhe pareceria errado, estou certo? Alias você não ficaria se achando também né, já que isso só ajudaria o seu trabalho missionário ali) e fora do debate se houve homens de Deus amaldiçoando (que é óbvio pois tá lá escrito, tanto quanto que Deus executou sua vontade usando homens como intermediários, não o contrário, logo nem vale dizer que pela minha vontade vou sair amaldiçoando).

Quero falar diretamente sobre o texto chave no Novo Testamento sobre amaldiçoar: Marcos 11:11 em diante.
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11 Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze.

12 No dia seguinte, quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome.

13 Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto.

14 Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos.

15 Então lhe disse: "Ninguém mais coma de seu fruto". E os seus discípulos ouviram-no dizer isso.

16 Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo.

17 E os ensinava, dizendo: "Não está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões".

18 Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei ouviram essas palavras e começaram a procurar uma forma de matá-lo, pois o temiam, visto que toda a multidão estava maravilhada com o seu ensino.

19 Ao cair da tarde, eles saíram da cidade.
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Pausa. Jesus depois da Entrada Triunfal em Jerusalém, a aparência da situação era de que Jerusalém estava recebendo seu Rei, então Jesus dirigiu-se ao templo. Viu como estava a situação a sua volta e como já era tarde foi para Betânia.

Pela manhã no caminho entre Betânia e Jerusalém, viu uma figueira ao longe aparentando frutos, mesmo não sendo época. Não havia frutos então Jesus amaldiçoou a figueira e continuo seu caminho.

Chegando a Jerusalém, foi direto pra onde? Jesus entrou no templo, e então começou o que provavelmente não deu tempo no dia anterior, expulsou quem pervertia o templo com suas negociações do que é santo. Alí, pelo menos naquela parte do templo, era onde todos os povos poderiam vir e buscar ao Deus, pessoas que esperavam o Messias, mas quando o Messias chega em pessoa, como encontra este local? Uma verdadeira baderna regida pela "grana".
A palavra do Messias era muito boa, maravilhava o povo ali, mas para os lideras da época, serem chamados de ladrões em covis era o mesmo que dizer: a culpa desses caras estarem transformando o templo em baderna são suas, líderes atuais. Isso gerou muita raiva e consequentemente vontade de matar. Não há perdão note isso.

Ok, Entardeceu, pois a palavra de Jesus deixaram as pessoas maravilhadas e Jesus sai do templo e voltamos ao relato:

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20 De manhã, ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes.

21 Lembrando-se Pedro, disse a Jesus: "Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou! "

22 Respondeu Jesus: "Tenham fé em Deus.

23 Eu lhes asseguro que se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e não duvidar em seu coração, mas crer que acontecerá o que diz, assim lhe será feito.

24 Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá.
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Tudo fica belo para muitos olhos, para quem quer algo bom ou ruim, basta dizer e será feito. Falácia! O Messias fala de oração e fé em Deus, não de um comandos de voz e a certeza do poder de um "software" divino chamado fe.exe executar sua função programada!

O Cheque está aqui:
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25 E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados".
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Quer ato de ação positiva ou pura lábia convencedora mesmo, não se enquadra no ato de orar, estar em contato com Deus em súplica e adoração. E perdão nunca é dado em uso de uma atitude de determinação positiva ou lábia, porque esses usos são dar mérito ou tirar mérito.

e o Cheque Mate:
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26 Mas se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está no céu não perdoará os seus pecados.
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"Mas" é condição, logo se um homem ora amaldiçoando e tal maldição não foi dada por Deus usando-o, foi do homem. Se foi do homem teve motivo. Se teve motivo e esse motivo foi julgamento ou ofensa, não existiu perdão. Se não existiu perdão não foi obedecido a recomendação do versículo 25 de Marcos 11 dada pelo próprio Messias para que se saiba que almadiçoar é tentar levar ambos, amaldiçoado e amaldiçoador, para longe da presença de Deus definitivamente.

Uma metáfora seria o homem que salva dois outros homens de uma areia movediça com uma corda e durante o salvamento um deles, por motivos quaisquer não perdoados, chuta a cara do outro que está se salvando. O que salva olha para ambos com que cara?

Ou dois meninos que brigando na terra se sujam bastante, são lavandos com uma mangueira pela mãe de ambos. Um dos meninos começa a pegar mais lama e jogar bem no rosto do irmão, por motivos não perdoados.

Com Israel na época a questão é essa, a figueira aparentou frutos assim como Jerusalém aparentou frutos de receber o Messias e não teve frutos assim como a ausência de oração como se deve. Lembre-se que Jesus disse que estava escrito que ali seria chamado Casa de Oração e não foi isso que ele viu.

Notou que essa passagem frisa muito mais a questão da Oração e Perdão do que Maldição, Violência Santa e Poder Metal da Planificação de Cordilheiras como muito é normalmente visto?
(Óbvio que há lições nessa linha sobre a fé contra desafios, ou zelo, para aprender no texto, mas o contexto nos leva à um sub-texto, o de saber como orar e viver o que se mostra já que o templo agora somos nós)

A questão é que Deus buscou o homem e deu-lhes modos de reaver a comunhão consigo. Mas nós como humanidade, no lugar do resultado da busca de Deus pelo homem: a busca dedicada do homem por Deus, preferimos os lucros em cima desta busca, o status sobre os que buscam, etc.

Onde o homem gentio, convertido ao judaísmo viria sacrificar ao Deus Vivo, lhe é vendido um cordeiro defeituoso por preços altos. Onde deveria ser casa de Oração e busca do Perdão, se transformou em casa de ladrões ferozes, lobos comedores de ovelhas, que ao seu bel prazer, matam (levando a maldição da cruz, logo amaldiçoando) o próprio Messias!

Hoje, talvez o povo brasileiro, atormentado psicologicamente pelas suas lendas culturais, modo de vida deformador e maus tratos por parte das família e sociedade, na sua busca a Deus recebe um Evangelho com perna manca, manchado e incapaz de frutificar perdão, e líderes e liderados resolvem, por falta de saber perdoar, soltar todo tipo de acusação e maldição sobre quem quer que seja. Fulano dizendo que demônios estão em tal ou tal segmento, Beltrano soltando maldições e ameaças pra defender os seus amigos, Ciclano determinando coisas ruins ou "menos boas" para aqueles que não seguem a mesma linha de raciocínio. Crianças pegando pedras e jogando nas outras porque foram xingadas de bobonas, porque não sabem quem são ou não sabem viver de outra forma e achando que o Pai não vai intervir na briga e dar uma boa bronca.

Conclusão, em oração, tendo as ofensas que sofremos já perdoadas por nós, não há como, em sã consciência cristã, amaldiçoar alguém por algo. O perdão de Deus que Cristo promove a nós é suficiente para acabar com nossos desejos de amaldiçoar, de querer levar o outro à um estado de maldição da qual estivemos sofrendo no passado ou sofremos (quer queira quer não a maldição da morte dada no Éden por Deus pode nos atingir ainda hoje caso não haja uma intervenção do próprio Deus).

Quer você defina maldição de qualquer forma, você sabe que ser Cristão requer um coração que não irá conseguir amaldiçoar um irmão ou possível convertido. E outra coisa, uma planta não tem ouvidos para ouvir a palavra de Jesus e se arrepender do erro de não dar fruto, já o ser humano tem. (Nesse caso, use os olhos amigo)



Deixe as balas voarem!


Acordei com esta música na cabeça e não sabia o porque, porém a letra faz pensar bastante. Gostaria de compartilhar com vocês a letra música Bullets do Jonah33, banda americana que infelizmente já não existe mais.

Às vezes nos sentimos em uma tempestade envenenada, na qual tentamos sobreviver do nosso jeito, mas não tem jeito, ela nos matará cedo ou tarde. É preciso que alguém leve as dores por nós para resistirmos à esse mundo. Mesmo que a vida pareça muitas vezes um tiroteio, no qual pessoas atiram nas outras, matam e morrem.

Quando o preço de se estar vivo é morrer a qualquer instante, ou estar no fogo cruzado de intrigas ou falatórios, sabemos que ELE sempre está conosco. ELE, que mesmo que estejamos sentindo o mundo pesar em nossos ombros e nos levar em depressão ou tristezas, sempre estará levando balas por nós, se preciso no próprio rosto para nos livrar de tudo isso. Cristo quer que respiremos aliviados. E mesmo que a vida cobre um preço, a morte, morreremos não dizendo adeus a vida, mas certos de que quem está ao nosso lado, Cristo, é quem está nos livrando de um adeus definitivo à ela.

Se não der para evitar o tiroteio, deixe as balas voarem, ELE está presente levando elas por você e levando suas dores em bora.

A tradução é mais ou menos assim:

BULLETS (Balas)

Não olhe agora
Mas quando a chuva está envenenada
E você está bem no meio de uma tempestade
Para onde você vai?

Não seja tolo
Eu sei que você é durão, mas não vai sobreviver
Ainda que você tenha tentado
Por conta própria

Vou levar a dor
Vou leva-la toda embora

Quando o peso do mundo
Começa a te deixar pra baixo
Você sabe que não está sozinho
Deixe as balas voarem
Deixe as balas voarem

Quando parece que se está girando em queda livre
E sentindo que vieram levar tudo embora
Vou levar uma bala nos rosto por você
Vou levar uma bala nos rosto por você

Vou levar a dor
(vou levar a dor)
Vou levar a dor
(vou levar a dor)
Vou leva-la toda embora

Quando o peso do mundo
Começa a te deixar pra baixo
Você sabe que não está sozinho
Deixe as balas voarem
Deixe as balas voarem

Quando a vida te cobra um preço
E você se sente como se estivesse perdendo a visão
Não é apenas um adeus
Eu estarei ao seu lado

Deixe as balas voarem
Deixe as balas voarem




Podcast Conectados #002 - Crente vs Crente



Neste segundo episódio do Podcast Conectados Ribamar Nascimento (@riba_br) e Daniel Simoncelos (@DaniSimoncelos) conversam sobre o tema: Crente vs Crente.

Até que ponto pode existir conflitos dentro da Igreja? Quais os limites? Qual o objetivo de expormos uns aos outros? O que Jesus Cristo fez para nos nortear neste assunto?

Acompanhe este podcast, dê sua opinião!

Tamanho: 30,9 MB (32.426.552 bytes)
Duração: 00:33:46
Qualidade: 128 kbps
Formato: Áudio MP3 (audio/mpeg)


Podcast Conectados #002 - Crente vs Crente

Neste segundo episódio do Podcast Conectados Ribamar Nascimento (@riba_br) e Daniel Simoncelos (@DaniSimoncelos) conversam sobre o tema: Crente vs Crente.

Até que ponto pode existir conflitos dentro da Igreja? Quais os limites? Qual o objetivo de expormos uns aos outros? O que Jesus Cristo fez para nos nortear neste assunto?

Acompanhe este podcast, dê sua opinião!

Tamanho: 30,9 MB (32.426.552 bytes)
Duração: 00:33:46
Qualidade: 128 kbps
Formato: Áudio MP3 (audio/mpeg)


"Oração do Meu Pai"

É uma caricatura claro, mas a Oração do Pai Nosso é meio diferente dessa:

"Meu Pai, que eu seja santo, e que meu nome seja ungido com suas bençãos. Que o Reino seja estabelecido e que eu possa estar a frente desta nação. Lembre-se do que peço a ti como um importunador, pois o que eu afirmar na terra será afirmado no céus. Me honre pois te honro religiosamente obedecendo sua lei. Faz justiça contra meus inimigos e incomoda o coração do que me devem para que cumpram com suas palavras. Que os que lidero não sejam tentados pelo mal e venha a se desviar da nossa igreja, pois são jovens e impulsivos. Que o Reino seja estabelecido com poder. Amém."

Compare ambos, a oração que Cristo ensinou é muito mais NÓS e TEU do que EU e MEU:

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
E não nos deixes cais em tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. "
Mateus 6:9-13

Representantes do Reino


Muitas vezes não notamos o quão importante cada um de nós que cremos em Cristo somos para o todo chamado Corpo de Cristo. Não trazemos a mente o fato de sermos, embaixadores de Cristo sobre a Terra, representantes dele aqui. Quero chamar rapidamente a atenção ao ser representante de algo ou alguém.


"Representação é um conceito da filosofia clássica que, utilizando em semiótica, insinua - de maneira mais ou menos explícita - que a linguagem teria por função estar no lugar de outra coisa, de representar uma "realidade" diferente. Está aí, como se vê, a origem da concepção das línguas enquanto denotação: as palavras não são mais que signos, representações das coisas do mundo. " (Dicionário de Semiótica - A.J. GREIMAS e J. COURTÉS.)

Repare que Paulo cita a baixo algo bem parecido.

"Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus." (2Coríntios 5:20)

Assim como as palavras em um idioma (uma linguagem) somos cada um de nós partes de um mesmo Corpo que precisa expressar algo. E esse algo é a mensagem de reconciliação do Homem com Deus. Representamos o Reino, devemos expressar claramente em nossas vidas partes deste Amor de Deus, e juntos expressar de uma forma que o mundo sinta que EMANUEL (Deus está conosco).

Fazendo uma substituição de termos para entender melhor:

"Embaixador de Cristo é um conceito ... que, ... insinua - de maneira mais ou menos explícita - que a Igreja teria por função estar no lugar de Cristo, de representar a Verdade (Ou seja, Cristo a realidade além de nossas realidades). ... e cada cristão não é mais do que um signo, representação das coisas de um mundo novo.

A palavra CARRO não é o carro físico, mas representa o carro em sua mente. C, A, R e O, são letras que separadas tem até um som, mas juntas representam a palavra, assim como a palavra CARRO representa o automóvel.

O Espírito Santo está presente em cada um que se torna co-herdeiro de Deus em Cristo, e assim juntos somos a representação de Cristo aqui na Terra. Não somos Cristo, mas o representamos, tornamos Cristo presente novamente pois temos o Espírito Santo. E para nós, todos aqueles que precisam de algo temos que suprir com o amor que temos por Cristo. Pois Cristo supriria a todo que pede se colocando no lugar e se doando. A criação toda sabe e espera que hajamos exatamente assim, amando, enquanto o Senhor não volta, o representamos e tratamos a quem Ele mesmo se compadece. Temos condições nas mãos, sejam de conhecimento material ou espiritual, e temos que dar a quem tem necessidade, lembrando sempre que todo ser humano tem necessidade de Deus, só não admite.

Não somos o Cristo físico, mas o CRISTO representado, sinta-se desafiado a ser um C, ou um S, ou um R deste lindo Nome, e a mensagem que temos a dizer é clara: Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.


TWITTADAS SOBRE O ASSUNTO

Ricardo Huck
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Elias Brenha
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Ruben Chaparro
___________________________________________________________________
Francisco Filho ✔



Conectados

Olá galera, queria apresentar a vocês um projeto chamado CONECTADOS.
Consiste no seguinte, você compartilha o que tem lido na palavra de Deus através de áudio, texto ou vídeo, orando para que ELE te instrua em como usar as palavras certas e comunicar bem sua reflexão sobre a Palavra.

Faça parte do grupo no facebook Conectados http://www.facebook.com/groups/176569779074979
e compartilhe. :) Também no Sound Cloud http://soundcloud.com/groups/conectados

MOVE-SE!


PS.: Esteja aberto a opiniões construtivas de outros manos em Cristo. Uns edificando os outros.

Série "Dos olhos que O viram" - A Voz da Luz

Breu. Nem vultos sentia, nem a presença da luz no meu rosto, apenas a pura escuridão. Pelas ruas de Jerusalém, sozinho a muitos anos, eu sobrevivia. Talvez você imagine minha falta de visão uma maldição que eu carregava, porém o mais doloroso era o abandono que eu sentia. Mendigar não era opção, eu definitivamente não servia para trabalhar nesse mundo dos homens.


Com o passar dos anos, das poucas moedas, tristezas e falta no coração, buscava explicação para minha vida. Se um dia meus pais de alguma forma erraram e eu nascera cego por isso, ou se eu não seria digno de ver a luz, a cor, a forma do mundo que me rodeava. Desde jovem notei que ouvia melhor do que muitos e certa vez, ouvi uma gritaria que me deixou curioso. Homens irritados que não paravam de falar com suas vozes quase roucas:


- Está mentido! Você fala por você!


Tentei prestar mais atenção e notei uma voz mais firme entre eles que dizia:


- Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.


Luz. Independente do que aquele homem dizia, luz era algo que eu não entendia. Sabia que era quente, soube quando criança, quando queimei a mão em uma fogueira e perguntaram-me gritando se eu não olhava para onde andava. Aqueles homens não sabiam que eu era um garoto cego na época. Também sempre soube que a luz era quente pelo Sol, que quando nascia seu calor era um abraço quente para uma noite fria.


Voltando a mim ,fiquei ali pensando sobre as trevas que o homem com voz firme se referia, pois eu andava em trevas minha vida toda, esse seria o estado em que eu mais poderia me identificar no discurso dele. Eu não sabia o que era luz e saber o que é a luz, percebendo-a com meus próprios olhos, mais do que a todos seria uma nova vida para mim. Sempre fui muito direto. Há pessoas que só acreditam vendo, eu mais do que elas, acreditaria em tudo que eu visse, entretanto aprendi com o tempo que mesmo vendo, ouvir era uma percepção que eu havia treinado por toda a vida e não poderia substituí-la.


Alguns dias depois, quando eu estava quase cochilando, sem nenhuma força naquele dia de levantar minha voz para pedir alguma esmola, alguém se abaixou perto de mim e eu ouvi vozes próximas a ele:


- Mestre, este homem pecou ou foram os pais para que ele nascesse cego?


Me senti objeto de estudo deles. Eu quis me levantar na hora com a raiva que me moveu, mas estava fraco naquele dia. O homem, estranhamente calmo de toque colocou sua mão em meu ombro e disse:


- Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.


Sim, eu vivia um eterna noite por toda vida, nunca pude trabalhar justamente por causa dessas trevas em que vivia. Eu quase levantei de uma só vez quando fui impedido, desta vez não por uma mão em meu ombro mas por uma frase.


- Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo.


Era o homem que da outra vez falava de luz. Como seria ele uma luz? Seria ele alguém que brilhava. Nunca tinha ouvido história de alguém que brilhava fora o profeta Moisés. Eu ouvia muitas histórias nas ruas, mas de homens em Jerusalém que brilhavam nunca. Seria ele o profeta Jesus, pensei, que muitos falavam?


Percebi que o homem cuspiu no chão, e de repente colocou uma espécie de barro nos meus olhos.


Notei logo o que havia feito, sujou meu rosto e pediu para que eu lavasse meu rosto. Fui. Não entendia se aquele jovem mestre sujava as pessoas na rua para ensinar algo aos discípulos sobre como um homem cego deve se purificar, mas me fez refletir. Nunca alguém havia me mandado lavar o rosto por meus olhos estarem sujos. Ninguém gostava de olhar para o rosto de um homem cego e só notariam que meu rosto estaria sujo se fosse uma sujeira grossa e pesada, nunca um mancha. Não passou pela minha mente que ele estivesse curando meus olhos da cegueira mas depois de anos deste acontecimento entendi algo que vou lhe contar no final desta história.


Lavei o rosto. Talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes de minha vida, meus olhos ardiam, um borrão estava na minha frente. Foi como se minha mente se abrisse, como se abrissem uma janela, de frente à uma incrível paisagem de pedras e rios. Sim, pedras, pois foram as primeiras coisas que vi, pedras e água. Eu via as cores opacas das pedras, depois me acostumei com o luz e a dor foi passando lentamente quanto mais eu lavava meus olhos. Me vi refletido na água. Então aquilo era eu. Deixei a água parar um pouco para me ver melhor. Meus olhos na verdade tinham um ponto sem escuro no meio, não imagina que havia escuridão também em meus olhos. Vi a água escorrendo pelas minhas mãos, algo que só sentia. Tentei me levantar e o mundo parecia que ia junto. Nunca tinha enxergado, logo não sabia como era movimentar e enxergar, para mim num primeiro momento a impressão que tive era que o mundo se movia. Aos poucos o tato e a visão se conectavam numa só impressão. Não se comparava com meus sonhos, e se aquilo fo

sse um sonho então não queria acordar, teria sido o primeiro sonho onde me senti livre de verdade, vendo.

Tentei subir as escadas e tropecei. Aos poucos consegui subir. Era Shabat e não haviam pessoas nas ruas trabalhando. Avistei o profeta e seus discípulos mas me destrai reconhecendo os locais onde estariam bancas de frutas, outra de tecidos, uma de jarros a minha direita. Reconheci os locais que vivia desde menino. Queria ver as formas das coisas mais vivas, animais que pra mim deveriam ser muito bonitos de se ver, os comerciantes e suas vestes, seus objetos. Queria também ver em alguns meses o céu mais ensolarado, pois era quase inverno e já estava quase entardecendo. Voltando a mim notei que algumas pessoas passaram espantadas ao meu redor.


- Não é aquele cego que pedia esmolas ali perto?


- Não, deve ser uma pessoa parecia, só pode.


Outros passaram e me perguntaram de igual modo.


- Sou eu mesmo – respondi como se fosse alguém de fama com um sorriso bobo no rosto - É que aquele homem chamado Jesus veio e pegou barro, passou no meu rosto e me curou - eu comecei naturalmente a declarar àqueles homens.


- Onde está ele?


- Ele está... – olhei para trás e não os vi. Não sabia para onde o homem que me fez enxergar estava. - Eu não sei onde ele está.


Tinha perdido ele de vista, devem ter ido quando me distraí. Nisto aqueles homens me disseram para eu ir com eles, e depois de uns passos juntos a me levar a força quando indaguei onde queriam que eu fosse. Pela primeira vez vi rostos que tramavam o mal, mesmo sem nunca ter enxergado notei isso.


Me levaram para conversar com alguns dos fariseus que me perguntaram a mesma coisa: como eu consegui enxergar sendo cego desde sempre. Discutiam entre eles, que estava errado todo o acontecimento. Eu não poderia ter sido curado durante o Shabbat, diziam eles, e que quem me curou não tinha o direito. Até que um deles, talvez o mais velho perguntou-me:


- E você, o que acha desse homem que te curou?


- Ele, pelo que percebi é profeta.


Notei pela conversa que já conheciam o tal profeta de outra ocasião, Jesus, talvez fossem esses os que conversavam em voz alta a alguns dias atrás perto de onde eu estava. Lembro-me de que quando o profeta chegou perto de mim daquela vez, eu o reconheci pela voz como sendo aquele que dizia ser a luz do mundo.


- Não acreditamos em você! - diziam aqueles judeus da seita dos fariseus.


- Você não era cego de nascença, não pode ter sido e deixado de ser.


- Conheço os pais desse homem – disse um deles.


- Então basta chamar aqui os pais desse homem que não via e agora vê. Chamem.


Nem perguntaram meu nome. Não queriam saber, queriam me usar da melhor forma possível para provar suas teorias sobre os limites de Deus.


Então trouxeram meus pais. Há muito tempo não tinha contato com eles e já não era mais como um filho para eles. Eles não entenderam quando me viram os seguindo com o olhar. Depois de conversarem com os fariseus respondiam como quem não está interessado no assunto:


- Sim, sim, ele é nosso filho e já sabemos que é cego desde que nasceu.


Os fariseus repetiam algumas vezes as perguntas sobre minha cegueira, parecia um interrogatório. Minha mãe olhava pra mim com um olhar rápido e voltava a atenção para os fariseus.


- Não sabemos como ele voltou a ver, ou como vocês dizem que alguém tenha feito isso. É novidade para nós também.


Meu pai, já com idade e com medo de ser expulso com minha mãe das sinagogas por afirmar que eu poderia ter sido curado pelo profeta disse:


- Perguntem a ele, ele já é crescido o bastante para responder por si.


Talvez não importasse se eu enxergava ou não, meus pais nunca tiveram a coragem de encarar minha cegueira como algo que não fosse uma penalização divina. Não teriam coragem de se verem expulsos das sinagogas por minha causa também.


Me chamaram novamente. Eles ainda não acreditavam realmente na cura, mas queriam que eu na verdade desse valor ao que eles diziam, este era o ponto.


- Para a glória de Deus, diga a verdade. Sabemos que esse homem é pecador.


- Se é pecador eu não sei – eu disse – mas sei de uma coisa, eu não via, nunca vi, e agora vejo.


Alguns ficaram com olhares furiosos comigo, fui muito direto para eles. Um outro me perguntou mais calmo mas não menos intimidador:


- Como ele fez? Como ele te fez enxergar?


Senti um pouco de pretensão naquelas palavras, como se quisesse me apanhar mentindo. Então comecei a me irritar e respondi:


- Eu já contei várias vezes, mas parece que são surdos, para que querem ouvir novamente e novamente? Por um acaso querem ser aceitos discípulos do profeta também?


- Vá você seu cego maldito ser discípulo dele, nós somos discípulos de Moisés! - exclamou o que havia me perguntado mas calmo.


- Nós sabemos que Deus falou com Moisés, mas esse homem nem sabemos de onde veio? - falou rindo, mas eu ri, não podia não rir, mas ri de outra coisa.


- Que coisa estranha mesmo, vocês, que sempre sabem de tudo, não sabem de onde ele é, e mesmo assim ele abriu meus olhos e agora vejo. Vejo vocês sem saber o que dizer sobre isso. Eu já ouvi muitas histórias na minha vida, alais ouvir era o que eu mais fazia, mas nunca ouvi uma história de que alguém tenha curado alguém que nascera cego. Se o profeta não fosse realmente de Deus, não faria o que fez em mim. Sabemos que Deus não ouve a pecadores, mas ouve ao homem que o teme e pratica a sua vontade


- Calado! Você nasceu todo em pecado, como tem essa ousadia de vir nos ensinar?


Me expulsaram dali me empurrando, pela primeira vez vi a cor vermelha de meu sangue. Já era tarde e fui dormir no lugar onde sempre dormia. A noite passou e queria eu reencontrar aquele homem para agradecê-lo, e talvez perguntar como ele tinha me dado a vista.


No dia seguinte, logo de manhã fui lavar meu rosto. Ainda não sabia descer escadas direito e fui rumo ao chão no final da escada do tanque. Me lavei e voltei para subir quando descendo veio Jesus. Dei um sorriso rápido, era a primeira pessoa que eu revia em minha vida, porém ele começou a falar antes mesmo de eu agradecê-lo. Ele veio dizendo que tinha sido informado de que me expulsaram da sinagoga na noite passada.


- Você crê no Filho de Deus, o Messias? - o profeta me perguntou.


- Mas Senhor, como agora posso ver, quem que é ele para que vendo eu creia?


Era como se agora eu pudesse sentir as coisas e pessoas mais reais, e eu queria conhecer sem sombra de dúvida o Filho de Deus agora que pudia ver, mas como reconhecê-lo sem que alguém me apresentasse? Aquele profeta talvez pudesse me apresentar, era um profeta poderoso do Senhor. Então vieram as palavras que me desmontaram:


- Você já o viu amigo, é o fala contigo agora.


Então, impulsionadamente me prostrei aos pés dele:


- Creio, Senhor, creio...


Agora tudo fazia sentido, minha vida, minha cegueira, meus problemas durante anos sozinho, meus sentimento quebrados por ter sido sempre considerado um pecado ambulante. Agora tudo estava certo e correto, eu conheci o Filho de Deus e entendi que ele de fato era como a luz na minha vida.


- Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos. - Disse Jesus, a Luz, Filho de Deus.


- Nós somos cegos também então? - perguntou algum dos fariseus que estava no meio do grupo de pessoas que seguiam a Jesus quando o encontrei.


E Jesus respondeu sabiamente deixando um silêncio depois das palavras que duraram bastante:


- Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece.


Na verdade eu confiei em Jesus não porque o vi, e sim porque o ouvi. Fiquei conhecido por muitos anos como “o cego de nascença que havia sido curado”, um título que me lembrava continuamente que a Luz do Mundo me ensinou a ver a luz física e isso era o evento da minha vida. Mas a maior lição que aprendi foi: Ele me apresentou primeiro Sua voz, quando eu não enxergava Sua luz, para que quando eu o visse fisicamente e ouvisse seu chamado de pastor, eu como ovelha que já o reconhecia pela voz, prontamente ficasse junto a Ele pra sempre.


Baseado nos relatos do Apóstolo João em João 9, usando de João 10 para completar a linha de raciocínio sobre ouvir e ver.


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